Comboio para Queluz: horários, preços e bilhetes

Queluz, no caminho de Lisboa para Sintra, foi sempre um local ameno, de grande beleza, exercendo fascínio sobre os nobres da Corte que foram nela edificando as suas quintas desde o século XVII. Reza a história que alguns caçadores, na sua lida, se perderam no denso arvoredo e quando era já noite escura, em dado momento avistaram uma luz, sobre a qual se questionaram: “Que luz é aquela? Que luz?”, dando assim origem ao nome da vila. Embora englobe três freguesias, só foi elevada ao estatuto de cidade no final do século XX. É a quarta cidade mais populosa da zona metropolitana de Lisboa. Constitui uma das principais zonas residenciais dos subúrbios da capital, de fácil acesso pela linha da CP (estações de Queluz-Belas e Queluz-Massamá). Os seus caminhos estão salpicados com influências seculares, como a Bica e a Fonte Chafurdo em Massamá, o Chafariz Mousinho Albuquerque, a Bica do Anjo e o Chafariz no Pendão, o Chafariz de Massamá. É cruzada pelo Aqueduto da Gargantada, que remonta ao século XVIII: um conjunto de arcadas que levava a água desde a Nascente da Gargantada até ao Terreiro do Paço. O seu ex-libris, no entanto é o Palácio Nacional de Queluz, inicialmente Casa de Campo de Queluz, mandado construir no século XVI pelo primeiro marquês de Castelo Rodrigo. Este espaço foi alvo de interesse por parte de D. Pedro III, cuja dedicação o elevou ao estatuto de Paço Real enquanto residência de verão. A edificação palaciana e detalhes sofisticados são traços demarcados pelo barroco, o rococó e o neoclassicismo. Contudo, o que destaca este Monumento Nacional são os seus extensos e delicados jardins, inspirados em Versalhes, incomparáveis na sua conceção, prenhes de romantismo e detalhes delicados.